quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

RUAS LIMPAS

AS rua do centro de Paulista estão limpas livres dos ambulantes e maus comerciantes que punham suas mercadorias no meio das ruas e calçadas, com a nova gestão do Prefeito Junior Matuto; tem cuidado da limpeza da cidade.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

ITAPISSUMA-PE

Em Itapissuma, Padroeiro e homenageado com muita festa Aconteceu neste domingo (13) a homenagem a São Gonçalo, padroeiro de Itapissuma, município do Litoral Norte do Estado. Uma procissão marítimo-fluvial, conhecida como Buscada de São Gonçalo, foi acompanhada por dezenas de pescadores e milhares fiéis através de embarcações ornamentadas e por terra. A 152ª edição dos festejos também vai contar com apresentações culturais até o dia 20. A partida das embarcações em busca da imagem teve inicio às 10h. No meio da tarde, precisamente às 15h, o percurso inverso foi feito. Quando o andor chegou a Itapissuma, uma missa foi celebrada. Ainda durante toda a semana, os cultos na Igreja Matriz vão começar às 19h, sendo seguidos por apresentações culturais. A festa que seguirá até o próximo dia 20, terá apresentações de Lia de Itamaracá, Banda Calipso, Forró Santropê, Banda Los Cubanos, Coral da Assembleia Legislativa do município, Banda Guerreiros do Céu, Marreta You Planeta e a Banda da Polícia Militar de Pernambuco. Os shows vão acontecer na Quadra Poliesportiva da cidade, localizada na PE-35.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

fim de um ciclo

Em Paulista, Yves Ribeiro encerra uma trajetória de 20 anos como Prefeito O atual Prefeito de Paulista Yves Ribeiro (PSB) encerra nesta segunda-feira, dia 31 de dezembro, o sexto mandato de prefeito, caso raro não só em Pernambuco, mas também no Brasil. Yves foi prefeito, consecutivamente, duas vezes, dos municípios de Itapissuma e Igarassu e Paulista e ao concluir o mandato fez os sucessores que foram, respectivamente, Clóvis Cavalcanti (PDT), Severino Ninho (PSB) e Júnior Matuto (PSB). Com o maior número de mandatos consecutivos do país (seis), o prefeito do município de Paulista (PE), Yves Ribeiro de Albuquerque (PSB), é conhecido no Brasil por sua excelente gestão. Desde que assumiu seu mandato, o socialista iniciou um longo processo de reestruturação do município. Algumas ações foram importantes para o desenvolvimento da cidade como investimentos em aberturas de fábricas, qualificação profissional, desenvolvimento sustentável, educação e saúde. A partir de terça-feira, ele dará início à sua campanha por uma vaga na Câmara Federal em 2014, que se propagará por todo litoral norte de Pernambuco.

domingo, 30 de dezembro de 2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

sábado, 15 de dezembro de 2012

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

TECNOLOGIAS SOCIAIS NA SECA

"As tecnologias existem para pensar o homem no campo, mas não são incentivadas" Ylka Oliveira - Asacom Pesquisador da Fundaj e agrônomo, João Suassuna. | Foto: Site EcoDebate Essa não é a primeira e nem será a última seca vivenciada por agricultores e agricultoras e populações tradicionais do Semiárido brasileiro. O ano de 2012 ficará marcado pela propagação na mídia de inúmeras notícias que dão conta da pior seca dos últimos 30 anos. Embora implique em perdas, a seca ou estiagem é um fenômeno natural. Não há como combatê-la, mas há como conviver com tais diferenças climáticas. Para isso, governos e sociedade civil precisam pensar e tornar possível políticas estruturantes. Planejar e executar somente ações emergenciais, a exemplo de carros-pipa e bolsas-estiagem, está longe de ser solução. Em entrevista à Asacom, o agrônomo e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), João Suassuna, declara que a estiagem deste ano já estava prevista a um bom tempo e lamenta que as tecnologias sociais existam para pensar o homem no campo, mas não recebem incentivos. Fala ainda de ações estruturadoras como a criação de animais mais adaptados ao clima Semiárido, e ainda sugere a criação de um sistema de crédito rural diferenciado para o Nordeste. Suassuna diz também que é importante incentivar as ações estruturadoras, antes que a seca chegue. Entrevista Asacom – De um lado se fala em combate à seca. A mídia vem tocando muito nesse ponto. Do outro, em convivência com o Semiárido. Qual é a sua opinião sobre esse assunto? João Suassuna - É importante a gente começar a falar que as secas já são previsíveis. Existem estudos, desde a década de 1970, feitos pelo CTA (Centro Técnico Aeroespacial) que comprovam a existência do fenômeno. A gente já sabe que a cada 26 anos esses fenômenos existem. Eles são recorrentes. E num intervalo entre 26 anos existem veranicos, secas pequenas, menores. Então isso já é uma coisa previsível, mas o triste de tudo isso é, mesmo sabendo da previsibilidade, não se faz nada de ações estruturadoras com relação a tornar possível a convivência do homem nesse período seco. Então isso aí é que é de lamentar. A seca de 2012 vem a mostrar isso. Ela já estava sendo prevista já fazia um bom tempo. Ela aconteceu e cadê o incentivo para as ações estruturadoras? Existem muito poucos incentivos. Mas a gente tem que reconhecer que mesmo havendo pouco, existem alternativas que estão sendo postas em prática e que elas funcionam. A ASA Brasil é um exemplo disso. A sua instituição é uma prova disso. Esse programa de Um Milhão de Cisternas [O P1MC] é um programa maravilhoso. Ele já tem 500 mil cisternas implantadas. Uma cisterna de 16 mil litros, ela fornece água de boa qualidade para beber e cozinhar, não pode ser para outro uso. Suporta oito meses de falta de chuva numa região. Isso é possível para uma família de 5 pessoas. Isso é calculável. Para uma área de telhado de um metro quadrado, se chover um milímetro, você tem um litro de água. Isso é uma coisa certa. Esse programa é exitoso e a gente tem que continuar estimulando esse tipo de coisa. Outra coisa é a pecuária de dupla função. Existem exemplos interessantíssimos no Nordeste. Como é o caso no estado da Paraíba com a criação de grandes ruminantes, oriundos da Índia e do Paquistão. Como é o caso do gado guzerá. É um gado que se adaptou muito bem as condições do semiárido e do Nordeste. É um gado de dupla função e está se desenvolvendo de uma forma magnífica. Mesmo em período de seca como a gente está passando agora, esse tipo de criação, rebanho, está produzindo leite de uma forma maravilhosa. A gente tem acompanhado na mídia, na internet, vacas desse tipo produzindo 30 litros de leite, em época de estiagem. Quer dizer, isso é uma coisa que a gente tem que incentivar. A criação de caprinos também. O plantio de xerófilas, de capim, resistentes à seca, o plantio de palma forrageira, todas essas alternativas precisavam ter sido incentivadas há muito tempo e não estão sendo. Esse é que é o problema. Entra seca e sai seca, a gente sabe que as tecnologias existem, para pensar o homem no campo e isso não é incentivado. É de lamentar uma coisa dessas. Asacom - O que o senhor acha que podemos aprender com essa situação do momento. O senhor já apontou a pecuária de dupla função. O que mais está dando certo e que pode se continuar? Eu não deixaria de tocar na questão creditícia. Nós temos que ter um sistema de crédito rural diferenciado aqui no Nordeste. A gente não pode nunca fazer com que haja um sistema de crédito semelhante ao que é tomado na praça. Se o produtor rural que habita o Semiárido nordestino for tirar um recurso para desenvolver os seus trabalhos de campo contando com o sistema de crédito vigente, ele está arriscado a perder sua propriedade para o sistema financeiro. Então a gente tem que ter um sistema diferenciado, que haja a possibilidade dele pagar as suas dívidas com o que produzir na sua propriedade. Isso tem que acontecer. Asacom – O rio São Francisco tem uma importância social, econômica e cultural para os povos do Semiárido brasileiro. O rio concentra 63% da oferta hídrica do Nordeste e é dos únicos perenes a atravessar o sertão. Em um artigo seu, o senhor deu uma declaração dizendo que a construção das represas das usinas geradoras do São Francisco diluiu a atividade pesqueira e as espécies de piracema. Qual o impacto disso para as populações ribeirinhas? A produção de energia elétrica do São Francisco é praticamente toda localizada no submédio São Francisco, que é onde existem as corredeiras, ou pelo menos existiam as corredeiras. Então, para se produzir energia houve a necessidade de se construir barramentos nos locais onde antigamente existiam as corredeiras. A gente sabe que as espécies de peixe e piracema só desovam quando sobem essas corredeiras. Então, as fêmeas ao subirem as corredeiras estimulam a sua fisiologia para desova. Uma vez construída essas represas, deixou de haver o fenômeno da piracema. Então, espécies de piracema, como o surubim é uma delas, deixaram de produzir e começaram a abortar suas desovas. Isso ocorreu e o que está acontecendo é que atualmente o peixe está sumindo do rio São Francisco. Antigamente, se pegava surubim de 30 ou 40 quilos. Hoje quando se pega um de 5 kg é uma festa. Então o peixe está sumindo e não foram tomadas providências cabíveis para esse tipo de situação. E existem soluções. A represa de Itaipú construiu um canal de 10 km para a subida do peixe. Enquanto isso, famílias inteiras que dependem do pescado estão passando necessidade. Asacom - Falamos aqui em políticas estruturantes. Com relação às ações emergenciais que o governo vem realizado para a seca, qual a sua opinião? Da forma como está acontecendo hoje eu sou até a favor. Se o governo não chegar com esse recurso, o cidadão vai morrer de fome. Porque ele não vai ter outro meio de vida para sobreviver. Vai acontecer o que acontecia antigamente. O governo não chegava com esse recurso, as populações saqueavam os mercados, as feiras, para ter acesso ao alimento. Hoje não acontece mais porque o governo mensalmente entrega o dinheirinho para o cidadão sobreviver. Mas isso é dar o peixe, não é ensinar a pescar. Aí eu sou contra. A gente tem que partir para incentivar as ações estruturadoras, antes que aconteçam as secas.